Pedro e o Lobo no final de semana de encerramento do FTB – RS

Imagem: Francisco Martins

Pedro e o Lobo

Baseada na peça musical do compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953), a versão para bonecos de Pedro e o Lobo reforça com imagens a ideia central da versão original: apresentar às crianças a estrutura elementar de uma orquestra, seus principais grupos de instrumentos e timbres sonoros. Sintético e comunicativo, o espetáculo tem como cenário um desenho em um quadro negro. As vozes dos personagens surgem ao vivo e o plano do palco passa a ser o do chão, ao mesmo nível dos pequenos espectadores. 

Ficha técnica:
Direção geral e marionetes: Álvaro Apocalypse
Atores marionetistas: Beatriz Apocalypse, Raimundo Neto, Ulisses Tavares

Apresentação: 16 e17 de julho
Local: Teatro de Câmara
Horário: 15h

Dia 16/07 (HOJE): Bate-papo com o público após a apresentação
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada)
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Duração: 40 minutos

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Barbazul estreia hoje no Teatro Bruno Kiefer

Foto: Vilmar Oliveira

Barbazul

O espetáculo tem como base a história O Barba Azul, de Charles Perrault. O mito de um homem que se casava com as mulheres e depois as matava. Esse mito fala das relações de dominação, das relações de submissão não só entre homens e mulheres, mas também entre mulheres e entre homens, e entre hierarquias sociais diversas. O espetáculo se utiliza de diversas técnicas cênicas, como dança, musica tocada ao vivo e narração de historias para contar de maneira lúdica e divertida, mas ao mesmo tempo poética e lírica, uma história mítica que fala de nossa vida cotidiana e atual. 

Ficha técnica:
Concepção e Direção: Ângela Mourão.
Atuação: Ângela Mourão e Beto Militani.
Produção Geral: Marcelo Bones

Apresentação: 13 e 14 de julho
Local: Teatro Bruno Kiefer
Horário: 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos

Concessa vem aí

Concessa Tecendo Prosa (Crédito: Cuia Guimarães)

Por Renato Mendonça

Depois de 13 anos percorrendo palcos do Brasil, Concessa finalmente chega a Porto Alegre. E vem em dose dupla: “Concessa – Tecendo Prosa” vai estar em cartaz em Porto Alegre, em Novo Hamburgo e em Caxias do Sul, enquanto “Concessa – Pendura e Cai” estará apenas na Capital (confira detalhes no link da Liga).

Concessa é uma criação de Cida Mendes, dona de casa do Interior que utiliza sua simplicidade e seu senso de humor para desconstruir as complexidades do mundo globalizado. No fim das contas, Concessa é a reserva de emoção e de boas intenções que cada um de nós gostaria de ver em cena a cada momento de nossa vida. No site da Concessa, a gente pode ler receitas culinárias, conselhos e um pouco da sua filosofia de vida:

“Esse currimento da cidade grande só serve pra isso. Dar estréque na gente. Hoje, quando vô numa roça e sinto a tranquileza, penso com meus botão: pra que vivê amuntuado na cidade, com tanto lugar pra esparramá? Vai entendê… é um paranoxo!”

Convidamos a atriz gaúcha Deborah Finocchiaro, amiga de Cida há vários anos e criadora da personagem Maria, de “Pois É, Vizinha”, para que elas conversassem um pouco. Confira abaixo, um trecho do papo das comadres “Concessa” e “Maria”.

Deborah Finocchiaro – Em quem você se inspirou para criar a Concessa?
Cida Mendes – Acho que minha primeira inspiração foi minha mãe, que criou 11 filhos, trabalhava muito e tinha um bom humor danado. Mas sempre tive um olhar para essas doninhas espertas. Quando comecei no teatro, o primeiro personagem que fiz foi uma vovozinha às avessas meio taradinha. Fui pegando gosto pela coisa e fiz uma lavadeira com uma amiga. Não sei dizer quando fiz a Concessa pela primeira vez. Acho que ela foi transmutando a partir da visão e da memória de minha mãe até chegar na personagem. Quando tive que assumir isso no palco, comecei fazer uma coisa mais objetiva.

Deborah – Houve mais alguma contribuição para completar a personagem?

Cida – Começamos a visitar algumas mulheres, entrevistar mesmo, até que conheci uma senhorinha em Pará de Minas (cidade natal de Cida, a 76 quilômetros de Belo Horizonte), chamada Dona Concessa. Que delícia! Foi uma empatia imediata mesmo. Gravei muitas conversas com ela… Daí resolvi batizar a personagem com esse nome. Foi assim que tudo começou, em 1994 dentro do nosso restaurante – Cantina Real (misto de restaurante e teatro, onde Cida apresentava esquetes cômicos).

Deborah – Por onde a Concessa já andou?

Cida – No ano seguinte tive uma proposta para uns trabalhos em Goiânia e ficamos por lá cinco anos. Foi nessa época que rolou o Prêmio Multishow (1997) e criamos o Tecendo Prosa. Daí, começamos a circular… Depois da estréia do espetáculo e de uma longa temporada em Goiânia, comecei a fazer alguns programas de humor que abriram caminho para que a circulação estrapolasse Goiás e Minas Gerais que eram e continuam sendo meus redutos. Depois de cinco anos circulando vieram os festivais que abriram outros caminhos. E cá estamos há 13 anos em cartaz. Com duas peças e uma terceira a caminho. É uma vida de caminhoneiro com um pouquinho mais de charme.

Deborah – Há muitos improvisos nas peças da Concessa?

Cida – Quanto aos improvisos… Eles rolam numa medida de comunicação com a plateia. Sem forçar a barra, só fazendo uma escuta do público e respondendo quando cabe uma resposta. Nem gosto do termo “monólogo” porque o que rola é uma prosa muito viva com o público. Deixo a personagem conduzir a cena, sem aquela coisa de ficar expondo alguém da platéia para me dar bem. O bom é rir da gente mesmo.

Jack faz-tudo

 

Se você já foi a algum dos espetáculos do Festival do Teatro Brasileiro (e deveria ter ido a todos!), já deve ter reparado no sujeito de barba, meio nervosinho, que fica assistindo às peças do fundo da sala. Fique sabendo que ele é Jack Garcia, coordenador técnico do FTB na etapa gaúcha. Entre suas tantas atribuições, está zelar para que os grupos estejam tranquilos para subir ao palco, sem se preocuparem com problemas de som, de luz, do espaço, de cenografia,…

É muita responsabilidade, mas Jack, ex-roqueiro nos anos 90 com a banda Meqtrecs Suplicantes, não reclama. Diz que o segredo é ficar frio quando todos estão naturalmente ansiosos para que tudo corra bem:

– Quando a peça começa, me emociono não só como espectador, mas como alguém que participou de alguma forma do processo que levou o espetáculo a cartaz.

Ele compara esse processo ao nascimento de um filho – mas o público só assiste ao parto, enquanto a equipe técnica se encarrega de garantir uma gestação tranquila. No caso da coordenação técnica, o trabalho foi praticamente full time desde maio, quando a equipe recebeu os pedidos dos grupos quanto a luz, som, cenário, tipo de palco, entre outras demandas.

O pós-parto às vezes é complicado. Jack lembra que não dormiu de sexta para sábado passados – foi o momento mais “dramático” até agora para a produção do FTB: conduzir com sucesso a desmontagem de “Tio Vânia” e a montagem de “Coreografia de Cordel”, sem intervalo.

O frio dos últimos dias – estamos na maior onda de frio que Porto Alegre já experimentou nos últimos cem anos! – também complicou. No espetáculo “Cortiços” alguns atores se molhavam em cena, e uma atriz mergulhava parte da cabeça em uma tina d’água.

– Se a água não fosse aquecida, estaria a uns 2°C – avalia Jack. – Instalamos dois aquecedores de aquário de 1000W cada um que esquentaram a água. Para circular a água, havia outro tanque instalado nos bastidores. E uma bomba d’água funcionando fora do teatro, para não vazar o barulho.

Tipo de parto que o Jack faz-tudo gosta de fazer.

FTB – etapa RS terá intervenção urbana em local surpresa

Foto: Hammai de Assis

O Festival do Teatro Brasileiro – etapa RS terá uma intervenção urbana que será realizada em local surpresa na cidade de Porto Alegre. “Baby Dools” é uma performance de bonecas, uma intervenção urbana para três atrizes e uma dramaturga. A partir de referências da arte contemporânea, procedimentos de corpo-instalação e a obra do artista plástico Artur Barrio, Baby Dools discute a invenção do feminino. A intervenção vem provocando interrupções no cotidiano dos transeuntes que, desavisados, se deparam com ela. A ação visa destruir os estereótipos que se reproduzem e desorganizar as imagens dadas, permitindo que uma fenda se reproduza nos sentidos.

Apresentação: 30 de junho, 01 e 02 de julho
Local: não será divulgado (a idéia do grupo é surpreender o publico)
Horário: 15h
Ingressos: Gratuito
Duração: de 50 a 70 minutos
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos